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IPCA acumulado (12 meses) (IPCA 12m)

A variação composta dos preços ao consumidor nos últimos doze meses divulgados, medida pelo índice oficial de inflação.

Fórmula usada no indicex

Unidade
percentual
Grupo
Indicadores econômicos

Não há leitura de "maior é melhor" ou "menor é melhor": o número descreve tamanho ou nível. Veja todas as fórmulas na metodologia.

O que é

O IPCA acumulado em 12 meses é a variação composta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo nos doze últimos meses divulgados pelo IBGE.

O IPCA mede quanto variam os preços de uma cesta de bens e serviços consumida por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, em várias regiões metropolitanas do país. É o índice oficial de inflação: o sistema de metas do Banco Central é definido em termos dele, e boa parte dos contratos, aluguéis e títulos públicos o usa como indexador.

O número mensal sozinho oscila bastante, por efeitos sazonais como alimentos e energia. Acumular doze meses dá uma visão anual, que pode ser comparada diretamente com a meta de inflação e com taxas de juros anuais.

De onde vêm os números

As variações mensais vêm do IBGE, pela tabela 1737 do sistema SIDRA, e são conferidas com a série 433 do SGS do Banco Central. O indicex parte da variação de cada mês, transforma cada uma em fator (1 mais a variação) e multiplica os doze fatores mais recentes. Ao final, subtrai 1. A conta é sempre composta, nunca somada.

A página mostra o mês de referência mais recente incluído. O IPCA é divulgado no mês seguinte ao de referência, de modo que o acumulado sempre termina num mês já encerrado.

Esse mesmo valor é a premissa de inflação usada pelo indicex para estimar a rentabilidade de títulos IPCA+, a partir de uma tabela única de parâmetros. Se algum dos doze meses estiver ausente, o indicex mostra "—" com o motivo.

Exemplo

Imagine um ano fictício em que o IPCA tenha variado 0,40 % em seis meses e 0,30 % nos outros seis.

  • Fatores: seis vezes 1,0040 e seis vezes 1,0030.
  • 1,0040 elevado à sexta potência dá cerca de 1,0242; 1,0030 elevado à sexta dá cerca de 1,0181.
  • Produto: 1,0242 × 1,0181 ≈ 1,0428. O acumulado é 4,28 %.

A soma simples, 6 × 0,40 + 6 × 0,30 = 4,20 %, ficaria 0,08 ponto abaixo. A diferença parece pequena aqui, mas cresce com inflações mais altas ou janelas mais longas.

Uma aplicação fictícia que rendeu 10,00 % no mesmo período teria ganho real de 1,10 ÷ 1,0428 − 1 ≈ 5,49 %.

Como interpretar

Um IPCA acumulado acima da meta indica que os preços subiram mais que o objetivo do Banco Central, o que costuma vir acompanhado de juros mais altos. Abaixo da meta, sugere pressão inflacionária menor e espaço, em princípio, para juros menores.

Para o investidor, a utilidade principal é medir o poder de compra: um rendimento só é ganho real se superar a inflação do mesmo período, comparando fatores e não diferenças simples.

A tendência dos últimos meses importa tanto quanto o nível. Um acumulado alto, mas com variações mensais recentes em queda, pode estar prestes a recuar quando meses de alta saírem da janela.

Limitações e onde não se aplica

O IPCA mede uma cesta média; a inflação sentida por cada família depende do próprio consumo. O índice também olha para trás: não diz qual será a inflação dos próximos doze meses.

Nas estimativas de títulos IPCA+, usar o acumulado passado como premissa para todo o prazo é uma simplificação. O indicador não substitui projeções de mercado ou do Banco Central.

Erros comuns

  • Somar as variações mensais em vez de compô-las.
  • Subtrair a inflação de um rendimento em vez de dividir os fatores.
  • Comparar o acumulado com um rendimento de outra janela de datas.
  • Esquecer que o último mês incluído é o mês de referência, não o mês da divulgação.
  • Confundir o IPCA com outros índices de preços, como o IGP-M, que têm metodologia e cesta diferentes.

Texto: Equipe indicex · revisado em 18/10/2026

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